UNICEF. Crianças devem ser ouvidas em processos de decisão que lhes dizem respeito

A diretora executiva da UNICEF Portugal defendeu a audição das crianças nos processos de decisão que lhes dizem respeito, alertando assim para a necessidade de a justiça lhes ser explicada.

Hoje assinalam-se os 29 anos da Convenção dos Direitos das Crianças, e a UNICEF juntou numa sala de audiência do Tribunal de Família e Menores de Lisboa, crianças e jovens, magistrados e a ministra da Justiça para debater os direitos consagrados na convenção.

“Um dos pilares da convenção é que a criança não é um ser passivo é um ser ativo, uma pessoa de valor próprio com participação em todos processos de decisão que lhes dizem respeito”, disse Beatriz Imperatori em declarações à agência Lusa, frisando, contudo, que isto não quer dizer que seja fazer delas decisores, mas que conheçam as matérias e participem.

Beatriz Imperatori explicou que todos os anos é escolhida uma área e este ano o foco está na justiça, considerando fundamental que haja uma promoção da proximidade da justiça com as próprias crianças.

Entende a diretora executiva da UNICEF que “a justiça é fundamental na proteção das crianças e elas muitas vezes não entendem a sua função”.