Diga não a tudo que não é essencial e aumente a sua produtividade

Este é o mantra de Greg McKeown, especialista em liderança e estratégia. O autor do essencialismo defende que se pode ser mais produtivo se se identificar as tarefas verdadeiramente importantes e se se aprender a recusar todas as outras.

Quantas vezes já disse que sim, algumas intuitivamente, sem pensar devidamente no assunto? Considera que está constantemente atarefado, mas, depois de analisar o seu trabalho, constata que não é produtivo? Sente que, no decorrer da sua atividade diária, o seu tempo é condicionado pelas agendas de outras pessoas? Se respondeu de forma afirmativa a alguma destas questões, então a entrevista que se segue é para si.

Greg McKeown trocou Londres, em Inglaterra, por Sillicon Valley, nos EUA, mas passa grande parte do seu tempo a dar conferência e aulas em universidades e empresas de todo o mundo para dar a conhecer o essencialismo. Nascido em 1977, acredita que "só quando se permitir deixar de tentar fazer tudo, deixar de dizer sim a toda a gente, é que pode dar o seu maior contributo para as coisas que realmente importam".

O essencialismo defende que é possível fazer menos mas melhor. Como é que nos explica esta teoria?

A nossa cultura quer sempre mais, mas acho que o princípio que devemos seguir é fazer menos, mas melhor, ou seja, é termos qualidade em vez de quantidade e o essencialismo é isso. No livro "How the mighty fall", Jim Collins [especialista em liderança] mostra que muitas empresas, que em tempos fizeram furor em Wall Street, ruiram porque havia uma procura indisciplinada por mais.

Por que razão decidiu escrever o livro essencialismo?

Quando comecei a trabalhar em Sillicon Valley, observei, nas várias empresas com as quais colaborei, que havia muitas pessoas de sucesso assoberbadas e que não conseguiam dizer não às tarefas.

O sucesso é feito de oportunidades e opções, mas quando estas são demasiadas dificultam que as pessoas se foquem.

Quais são as principais lições que o livro dá a quem o lê?

Primeiro, que nos têm vendido uma mentira quando nos dizem que, se conseguirmos fazer tudo, teremos tudo. Isto traduz-se em pessoas mais stressadas. Segundo, que temos que encontrar a nossa prioridade. Esta palavra foi introduzida na língua inglesa no século XV e foi usada até ao século XX somente no singular, ou seja, a prioridade é a coisa mais importante e temo-nos esquecido desse facto.