Burnout. Apenas 14% das pessoas fazem pausas de 90 em 90 minutos no trabalho

Em Portugal, apenas 12% dos trabalhadores afirmam sentir-se "muito bem" quando acordam, segundo dados compilados no livro "RELOAD", da autoria de José Soares, professor na Universidade do Porto, e extraídos de um inquérito realizado a cerca de 2500 colaboradores de empresas de todo o país.

Só 14% dos inquiridos faz pausas de 90 em 90 minutos, um dos fatores indicados como essenciais para melhorar a performance, e apenas 36% afirmam dormir as 7 horas diárias necessárias.

A fadiga, o stress e o burnout são as consequências diretas da falta de descanso e da má gestão da vida profissional, o que afeta a vida pessoal. Viver num estado "never offline", devido à tecnologia, longas horas de trabalho, elevada pressão de resultados e, em certos casos, viagens frequentes, são os quatro fatores que caracterizam o atual ambiente corporativo e com os quais é necessário lidar, diz José Soares.

"A vida profissional ocupa a maior parte do tempo ao longo da semana e é necessário encontrarmos fórmulas de preservar o nosso bem-estar, ou levaremos o nosso corpo e mente aos seus extremos. É possível, da maneira certa, ter uma boa performance e conjugar a vida profissional com a vida pessoal", refere o professor universitário.

Segundo o autor, tudo passa pela resposta dos "4 R’s", uma transposição que o autor faz diretamente do mundo desportivo para o mundo corporativo. Recover, Refuel, Rethink e Reenergize são as categorias nas quais se encontram formas diversas para melhorar a performance, o bem-estar e a saúde.

Atualmente, um dos problemas mais evidentes, por exemplo, é o facto de as pessoas não recuperarem, mas acumularem, o que aumenta o risco de burnout, critica o especialista.

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