Vieg Yuro, o estilo urbano pensado para angolanos
Em entrevista exclusiva ao SAPO, o fashion designer revelou as suas referências e detalhes da sua entrada ao mundo da moda.
“Muito antes de desenvolver esta tendência de artes com as roupas, eu já fazia alguns detalhes de tinta nas t-shirts. Sempre gostei de tintas e sempre quis fazer algo que envolvesse tintas, grafismos e arte urbana”, contou.
“Com o passar do tempo procurei alguém que fosse bom em arte urbana e foi-me apresentado o talentoso artista Graf. Foi aí que demos o primeiro passo e criámos as primeiras peças de roupa que foram apresentadas no desfile África Internacional Fashion Shwon, no HCTA”, acrescentou.
Com apenas dois anos de existência da Vieg Yuro, o estilista acredita que a tendência africana tem reeducado a sociedade e os amantes da moda nacional a vestir melhor e a ter orgulho da sua cultura e tradições. “Até no estrangeiro já vestem e já se interessam em conhecer a nossa história”, disse.
Com uma calma característica e bastante observador, é assim que Wiskinho repara em detalhes, comportamentos e hábitos de pessoas pela cidade que servem de inspiração para a criação das suas colecções.
Questionado sobre como vai a sua carreira, Vanilson explica que o seu público-alvo são as crianças e os jovens, mas que já chegou a trabalhar para os “kotas”. Acrescentando também que pretende internacionalizar o seu trabalho inicialmente na África do Sul, onde pode mostrar o orgulho, cultura e hábitos africanos. Sem esquecer a Ásia, um continente desejado pelo artista e onde admira as culturas chinesa e japonesa. “Foi com os conceitos de moda deles que criei as minhas peças favoritas”, revelou.
Márcia Romão